Florianópolis (03.10.2014) - O governador em exercício,
Nelson Schaefer Martins, disse nesta sexta-feira, 3, durante entrevista
coletiva que convidou o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para
participar grupo de trabalho, formado do secretário de Estado da Segurança
Pública; César Grubba, o delegado-geral da Polícia Civil; Aldo Pinheiro
d'Ávila, e o comandante geral da Polícia Militar; Valdemir Cabral, que discute
as ações de combate à criminalidade em Santa Catarina.
No encontro, a cúpula da Segurança Pública analisa
as possíveis medidas que serão tomadas nas próximas horas a fim de conter os
ataques de criminosos vêm realizando em Santa Catarina há uma semana.
Schaefer afirmou que "o que está causando toda
essa situação é, principalmente, o sufoco econômico que nós impusemos à
criminalidade em nosso Estado". Ele ainda informou que é preciso
esclarecer à população que a força policial do Estado tem controle da situação,
mas que diante da repetição dos ataques é necessária essa atuação em conjunto
com o governo federal.
De acordo com o governador em exercício, desde o
início dos atentados, a cúpula da segurança pública do Estado e o serviço de
inteligência das polícias estão mobilizados no monitoramento das ações
criminosas no sentido de identificar os envolvidos e evitar novos ataques. “São
ocorrências imprevisíveis, mas, graças a esse trabalho conseguimos conter pelo
menos outros nove casos”.
Segundo o governador em exercício, também é
importante destacar que a cada nova ação dos bandidos há uma resposta rápida da
polícia na busca e na captura dos suspeitos. “Já efetuamos 44 prisões e já
identificamos mandantes dos crimes de dentro e de fora das penitenciárias.
Agora, com a ajuda do ministro da Justiça, faremos o encaminhamento adequado”,
afirma Schaefer.
A principal linha da investigação, que apura os
possíveis motivos da nova onda de atentados no Estado, aponta para uma resposta
dos criminosos ao trabalho da polícia na desarticulação de organizações
criminosas. Entre as principais ações no combate à criminalidade, estão o
aumento do número de apreensões de drogas e armas. Segundo dados da secretaria
de Estado da Segurança Pública, as apreensões de armas de fogo realizadas pelas
polícias Civil e Militar passaram de 1.240, em 2011, para 2.671 em 2014. Entre
o material recolhido estão revólveres, pistolas, espingardas, garruchas, fuzis,
rifles, granadas, carabinas e metralhadoras. Além disso, em três meses, também
foram apreendidas três toneladas de drogas.
“Sufocamos o suporte econômico das organizações
criminosas e, infelizmente, esse trabalho resultou nessa resposta violenta ao
nosso Estado. Permaneceremos firmes na retomada da ordem e da tranquilidade,
porque a população não está e não vai ficar nas mãos dos criminosos”, finaliza
Schaefer.
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